13 janeiro 2008

no guichet, dois livrinhos de senhas.
o dos os amorosos anónimos.
e aquele outro, o dos desamorosos anónimos.
o amor compulsivo, embriagante, vinho de lírio.
e a falta dele, a fuga sem fim (como no filme com o river phoenix).
há dias assim.
nem na porra do guichet acertamos, quanto mais na vida.

'oh, rapaz, grande azar seria
não acertares na vida
e acertares na pontaria.
(alexandre o'neill)'


no dia em que amamos, nesse dia começamos a perder.
no dia em que nascemos, nesse dia começamos a morrer.
eros & thanatos, contado aos ímpios. e às criancinhas.

[perdoai-lhe, coração-nosso-que-estás-cá-dentro, que ele não sabe do que fala, que ele não sabe o que diz.]