22 fevereiro 2007

diospiros

há frutos que é preciso
acariciar
com os dedos com
a língua

e só depois
muito depois

se deixam morder.

jorge de sousa braga,
in 'balas de pólen'

6 Comments:

Blogger Abssinto said...

Mui doce:)

Abraço.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007 9:16:00 da tarde  
Blogger ana said...

adoro diospiros, especialmente os mais madurinhos porque os outros deixam uma impressão "áspera" na boca. se calhar é uma defesa biológica para não se deixarem morder em qualquer altura.
cuidado, quando estiveres para morder algum, deves fazê-lo muito de mansinho. por ti e pelo diospiro.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007 10:03:00 da tarde  
Blogger Abssinto said...

Digo e repito: O DJ Kicks de Kruder & Dorfmeister é o melhor dos que já ouvi até hoje! chill-out bem à maneira deste freguês.

The cure, Joy division; Tindersticks, Leonard Cohen e The Smiths. Este é o meu "TOP FIVE"; Quando ouvi pela primeira vez a "in between days" fiquei viciado áquela melodia. Ouvia essa música incansáveis vezes.

"Ceremony" pelos Joy Division ou pelos New Order, a emoção é a mesma. Sempre gostei da voz triste do Bernard. "Crimes, corruption and lies" uma jóia de disco (apesar de serem mais fortes nos singles). Não percas ainda este ano o "Control".

Bom fim de semana para ti também.

Abraço

sexta-feira, fevereiro 23, 2007 9:41:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

um dia falarei 'a sério' das músicas da minha vida e da música na minha vida. os mais atentos já terão percebido, por entre posts avulsos e entradas musicais aparentemente desconexas, qual o pulsar que me corre nas veias.
palavra que os teus comentários sobre estas faixas me fazem acreditar que 'há mais coisas nos céus e na terra do que sonha a nossa vã filosofia', como diria o bardo supremo..
terei mais dificuldades em elaborar um top 5 (menos certezas), mas poderia sempre dizer que no meu 'own private idaho' a banda sonora seria sempre alimentada pelos The Smiths, pelos Sr. Cohen, por algum Dylan, pelos certeiros singles (como dizes e bem) dos New Order, por toda uma galeria de mais ou menos obscuros crooners (torch songs e outras fantasmagorias), por electrónica selectiva, por muita pop perfeita (algum lloyd cole, muito the go-betweens), por centenas de canções em chamas, cantadas em várias línguas. por coisas de que já ninguém se lembra, fragmentos de passado, resquícios de sistemas solares há muito decompostos, sementes de futuro por vir. caetano e chico de mão dada com a negritude do jazz a nascer. ella e billie, unidas num abraço fraterno, com coltrane a apontar as estrelas. pelo sangue quente do rock bigger than life dos the clash, pelo pós-punk anguloso e oblíquo, pela electricidade fulminante que anda por aí. o classicismo melodioso dos Beatles, o desamor sulfuroso de Nick Cave, a poesia under influence da dinastia Buckley, o lirismo arrebatador do melhor Neil Hannon, o nihilismo perfurador de Momus, as memórias das gabardines cinzentas cortando a chuva das cidades industriais inglesas. Massive Attack numa rave esplêndia, com os Alpha como MC's convidados. Algures ouvir-se-ia alguma coisa em Português, contributo para o verdadeiro V Império. o 'slow core' e o 'alt.country' espreitando de mansinho. e assim, da janela do meu quarto, criamos um mundo alternativo, ferozmente desalinhado com tudo o que cheire a ideologia. alguém disse que lhe bastava 'mar, música e liberdade'. e poesia, e poesia - e chet baker.
gi.

sábado, fevereiro 24, 2007 4:38:00 da tarde  
Blogger Abssinto said...

Gi, temos de combinar um copo!

Abraço

sábado, fevereiro 24, 2007 9:13:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

;-)
um abraço.
gi.

domingo, fevereiro 25, 2007 3:14:00 da tarde  

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