22 janeiro 2007

in memoriam: fiama

e morre-se assim, tão cheios de vida:


canto dos lugares

tantas vezes os lugares habitam no
homem
e os homens tantas vezes habitam
nos lugares que os habitam, que
podia
dizer-se que o cárcere de sócrates,
estando nele sócrates, não o era,
como diz séneca em epístola a
hélvia.

por isso cada lugar nos mostra
uma vida clara e desmedida,
enquanto o tempo oscila e nos
oculta
que é curto e ambíguo
porque nos dá a morte e a vida.

e os lugares somente acabam
porque é mortal cada homem
que houve em si algum lugar.

fiama hasse pais brandão