24 novembro 2006

bom fim-de-semana

morrer de amor
ao pé
da tua boca

desfalecer
à pele do sorriso

sufocar de prazer
com o teu corpo

trocar tudo por ti
se for preciso

mª tereza horta

---

há sem dúvida quem ame o infinito,
há sem dúvida quem deseje o impossível,
há sem dúvida quem não queira nada.
três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
porque eu amo infinitamente o finito,
porque eu desejo impossivelmente o possível,
porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
ou até se não puder ser...

álvaro de campos

4 Comments:

Anonymous Anónimo said...

era assim, em 1988:

"""
Esperava na esperança
de que fosses minha um dia.
Mudava na esperança
que viesses a reparar,
finalmente que eu existia.

Mudava na mudança
que todo o "eu" sofria.
Esperava pela mudança
da tua forma de pensar
em quem p'ra sempre te amaria.

Mas a esperança também acaba!
Morreste então para mim,
sem nunca me teres amado,

pois de tanto esperar estava farto
que me fui embora enfim,
sem nunca te ter encontrado.
"""

ainda é assim!?
dad aka :)

domingo, novembro 26, 2006 8:47:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

"Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco"

Mário Cesariny

segunda-feira, novembro 27, 2006 11:25:00 da tarde  
Blogger Gi said...

olá, 'anonymous not anonymous'.
talvez ainda seja assim, tu me dirás também.
talvez seja sempre assim ou, melhor dizendo, assim para sempre. que, parecendo a mesma coisa, não é bem a mesma coisa.
1988 - daqueles anos inesgotáveis: por mais que bebamos, há sempre na garrafeira mais uma garrafa 'bottled in the late eighties'.
um abraço.

..

olá, 'anonymous really anomymous'.
espero que esse poema - de que tanto gosto e que tanto sentido faz neste preciso momento :-( - seja uma forma de homenagem ao Senhor Cesariny, que desde anteontem passou a surrealizar 'noutros campos de algodão azul'. lavoura arcaica e contudo lavoura estupendamente moderna.
um abraço comovido.

terça-feira, novembro 28, 2006 10:29:00 da manhã  
Blogger Gi said...

olá, 'anonymous not anonymous'.
talvez ainda seja assim, tu me dirás também.
talvez seja sempre assim ou, melhor dizendo, assim para sempre. que, parecendo a mesma coisa, não é bem a mesma coisa.
1988 - daqueles anos inesgotáveis: por mais que bebamos, há sempre na garrafeira mais uma garrafa 'bottled in the late eighties'.
um abraço.

..

olá, 'anonymous really anonymous'.
espero que esse poema - de que tanto gosto e que tanto sentido faz neste preciso momento :-( - seja uma forma de homenagem ao Senhor Cesariny, que desde anteontem passou a surrealizar 'noutros campos de algodão azul'. lavoura arcaica e contudo lavoura estupendamente moderna.
um abraço comovido.

terça-feira, novembro 28, 2006 10:30:00 da manhã  

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